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Em que momento..?

"Em que momento é que percebeste que já não me amavas?" Esta foi a minha última pergunta. Não tive coragem nunca de a fazer, mas hoje senti a necessidade de saber a resposta a esta pergunta. Não sei porquê, não sei se me trará alívio ou se me fará entender o que quer que seja. Ou simplesmente se vá pôr um ponto final nesta minha esperança que me corrói! Estou a lembrar-me do momento em que percebi que já não me amavas. E foi sufocante. Como agora que o recordo. Dói. Aperta-me o coração, aperta-me a garganta, aperta-me o estômago. Estou mal disposta como naquele dia. Lembro-me que estava na faculdade e tive de ir a correr para a casa de banho para respirar pausadamente e não híper-ventilar, sem que ninguém reparasse na minha agonia. Tremia, como as mãos trémulas que escrevem este texto. Tentei controlar-me e dizer a mim mesma que estava doida. Não havia como não me amares. Não depois de todas as provas que já me havias dado. Não depois de todas as promessas sussurr...

Super Mulher

Por vezes a vida escorre-se-nos por entre os dedos. Muitas vezes temos certezas absolutas de posse e segurança e de um momento para o outro tudo muda e parece que o mundo se vira ao contrário e não temos mais o chão para nos amparar. É depois de ultrapassarmos estas crises e fazermos o luto, que conseguimos começar uma nova etapa e tentar fazer sempre o melhor, para nunca mais deixarmos nada por dizer. O amor é a base da vida. Ninguém sobrevive e muito menos vive, sem amor! E quem melhor que a família para nos fazer sorrir de orgulho, de amor, de coração quente e de alívio por saber que são eles que vão lá estar sempre, para nos amparar e dividir a nossa dor, para que não carreguemos esse peso sozinhos? Ao longo da nossa vida vamos construindo uma outra família, igualmente importante, uma família que nós podemos escolher. E mais tarde, escolhemos a pessoa a quem confiaríamos a nossa vida e por quem, muito provavelmente, daríamos a vida. Mas há que ter ciente que se conseguimos amar ...

Dá-me um abraço

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Quando eu penso que vou ser feliz, que estou a seguir em frente, que vou ser capaz... Lá vens tu com essa altivez desmedida. Que bem que me tratas. Sinto-me querida novamente. Sinto-me importante e amada. És Norte, o meu mar, o meu céu azul, o maior conforto que poderia sentir, o melhor e mais fiel pilar. Sinto que afinal o destino não falhou com tudo. Sinto que aí dentro desse teu lindo coração ainda há um batimento por mim, só por mim, um suspiro por mim, só por mim. A tua preocupação e amizade deixam-me voar. E voo tão alto, que me sinto livre e feliz. A ver tudo de uma perspectiva diferente e colorida. E logo a seguir vem a queda livre. E que queda! Quando estou quase a embater no chão, tu pões um colchão salva-vidas, vês que sobrevivi e afastas-te... Deixas-me sem brilho novamente, quando eu já o estava a recuperar. E mais uma vez, não te consigo odiar. Só me consigo odiar a mim, por te conhecer tão bem e mesmo assim voar feita parvalhona! Que ódio! Que tortura! Fico com um sabor...

Un beso de desayuno

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Ao chegar ao seu quarto pousa os sapatos que já trazia na mão, e ao olhar-se ao espelho solta o cabelo. A sua essência percorre o quarto lilás. Ele vira-se para ela por debaixo dos lençóis e diz entre sorrisos ensonados "não há melhor que a tua presença, estás linda meu amor". Ela, ainda a olhá-lo pelo espelho, sorri timidamente e dirige-se ao seu porta-jóias onde coloca os simples brincos de ouro que a sua tia lhe havia dado numa ocasião especial. Sentia-se sensual, apenas por sentir o olhar fervoroso do seu amado por todo o seu corpo, de cima a baixo. A pele de galinha revela traiçoeiramente os arrepios que lhe atravessam a coluna. Ele suspira bem alto, com a boca entreaberta, o que a faz rir baixinho, nervosamente. Rodopia sobre si própria e chega perto da cama, onde se debruça e o beija suavemente no ombro. Ficam ambos imóveis, de olhares escaldantes cruzados, e os sorrisos começam a crescer descontroladamente.
Por muito tempo julguei ser o teu shot de tequilla nos dias fervorosos e noites escaldantes. E o teu chá de lúcia-lima nas noites frias de inverno em que só querias colo por baixo dos cobertores.

Que o meu coração seja feliz!

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I can't decide if I'll let you save my life or if I'll drown Pensamos que vamos gostar para todo o sempre. Esquecer nunca esquecemos é um facto. Mas às vezes penso que ficamos agarrados ao passado por medo de que se seguirmos em frente nos acusem de não termos gostado tanto assim na realidade. Como se o facto de viver a vida e tentarmos ser realmente felizes fosse sinónimo de esquecimento, ou pior, indiferença!! Muitas vezes eu própria tenho medo dessas acusações. E pior, não tenho medo de acusações feitas por outrem mas sim por mim mesma. Tento viver a vida ao máximo, sem pensar muito, apenas tentado sentir. É difícil para mim pensar e tomar decisões em relação ao coração. Acho que vai ficar ferido para sempre. Quero que faças parte da minha vida, mas não quero magoar nem abusar de quem nela está a entrar agora e a fazer as suas mudanças. Tenho a agradecer-te tudo o que aprendi, todas as emoções que me permitiste sentir. Estou agora a aprender a sentir outras, novas ou...

Sê feliz, por favor!

Sempre que deixo verter mais uma lágrima por ti, rezo para que seja a última. E tu sabes que eu não sou católica praticante. Rezo para que seja a última, não com esperanças que volte tudo ao que era, precisamente com esperanças que seja tudo diferente. Que eu já não goste de ti, que tu já não gostes mim, que já não pense em ti cada vez que a minha mente não está distraída, que já não penses em mim pois sabes o quanto me magoas com a tua atitude. A tua ausência dói-me no peito. A tua presença dói-me no peito. O teu amor dói-me no peito. A tua falta de amor dói-me no peito. Pergunto-me quando tudo isto irá acabar. Quando é que eu vou acordar deste pesadelo que me acorrenta a ti e me assombra todos os dias sem hora de chegada. Quando é que o meu coração se vai libertar deste peso que o mantém no fundo do mar, frio e escuro. Escondendo-se das luzes que o procuram para o salvar, pois a luz em que está fixo não se move, não se afasta, mas também não se aproxima. Está ali, imóvel. Sem o deixa...