Sê feliz, por favor!

Sempre que deixo verter mais uma lágrima por ti, rezo para que seja a última. E tu sabes que eu não sou católica praticante. Rezo para que seja a última, não com esperanças que volte tudo ao que era, precisamente com esperanças que seja tudo diferente. Que eu já não goste de ti, que tu já não gostes mim, que já não pense em ti cada vez que a minha mente não está distraída, que já não penses em mim pois sabes o quanto me magoas com a tua atitude. A tua ausência dói-me no peito. A tua presença dói-me no peito. O teu amor dói-me no peito. A tua falta de amor dói-me no peito.
Pergunto-me quando tudo isto irá acabar. Quando é que eu vou acordar deste pesadelo que me acorrenta a ti e me assombra todos os dias sem hora de chegada. Quando é que o meu coração se vai libertar deste peso que o mantém no fundo do mar, frio e escuro. Escondendo-se das luzes que o procuram para o salvar, pois a luz em que está fixo não se move, não se afasta, mas também não se aproxima. Está ali, imóvel. Sem o deixar-se libertar. Está ali, egoísta. Sem o deixar-se libertar. Está ali, seguro. Sem o deixar-se libertar. O meu lindo coração. Não está livre. Não é feliz.
Peço sempre a felicidade. A minha e a dos que me rodeiam. Peço até a tua felicidade. Porque é que não és feliz? No dia em que te sentir feliz, o meu coração liberta-se. Por favor sê feliz, foi uma das poucas coisas que sempre te pedi. Porque é que não és feliz? Eu quero ser livre. Sê feliz!
Procuro-te nos outros e às vezes encontro-te e então apercebo-me que és mesmo tu, não são os outros. Coisa estranha esta, pensava mesmo que eram os outros. Porque continuas aqui? Aqui não és feliz. Sabes que é seguro, mas não é o que realmente desejas. Corre! Corre para agarrar o que queres! Não sabes o que é? Também não o vais encontrar aqui. Corre! Corre o mais rápido que conseguires. Foge deste porto de abrigo, porque feliz ou infelizmente vai estar sempre à tua espera, de uma forma ou de outra. Foge. Não tenhas medo. Não sejas cobarde. Foste cobarde desde que te segurei. Dei-te colo, dei-te vida, dei-te amor, dei-te forças, quase que fiz de ti um homem. Ainda não és homem, mas estás mais perto. Mas ao dar-te isso tudo fiz de ti cobarde. Um medricas. Não me queres largar mas sabes que já não me queres. Deixa-me! Eu vivo mal com isso, mas viverei melhor certamente. Nunca me deixes, jamais irei tolerar que me voltes a abandonar. Mas por favor, liberta-me. Sê feliz!

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