Dá-me um abraço
Quando eu penso que vou ser feliz, que estou a seguir em frente, que vou ser capaz... Lá vens tu com essa altivez desmedida. Que bem que me tratas. Sinto-me querida novamente. Sinto-me importante e amada. És Norte, o meu mar, o meu céu azul, o maior conforto que poderia sentir, o melhor e mais fiel pilar. Sinto que afinal o destino não falhou com tudo. Sinto que aí dentro desse teu lindo coração ainda há um batimento por mim, só por mim, um suspiro por mim, só por mim. A tua preocupação e amizade deixam-me voar. E voo tão alto, que me sinto livre e feliz. A ver tudo de uma perspectiva diferente e colorida. E logo a seguir vem a queda livre. E que queda! Quando estou quase a embater no chão, tu pões um colchão salva-vidas, vês que sobrevivi e afastas-te... Deixas-me sem brilho novamente, quando eu já o estava a recuperar. E mais uma vez, não te consigo odiar. Só me consigo odiar a mim, por te conhecer tão bem e mesmo assim voar feita parvalhona! Que ódio! Que tortura! Fico com um sabor...