Não vou desistir de mim
Perdi-me um pouco no tempo. Deixei-me engolir pelos medos alheios e cansaços dos outros. A vida corria-me bem e a curiosidade fazia parte do meu quotidiano apesar da minha preguicite aguda sempre presente. Era viva e alegre, sem ter de provar nada a ninguém. Senhora do meu nariz, a cantarolar quando acordava bem disposta e a revirar os olhos quando a paciência não era abundante... Sabia com quem podia contar e apesar da vida não ter sido sempre simpática para mim, nada de grave me tinha acontecido, sem ser a vida. Que me fez crescer e ser conhecedora de algo mais através de experiências novas, menos boas ou simplesmente inesperadas. Com tudo isto não quero culpar ninguém, senão eu mesma. Não quero dizer que faria tudo diferente porque talvez não tivesse as amizades que tenho hoje e que tanto prezo, mas quero talvez dizer que poderia não ter perdido um pouco da essência que fazia de mim o ser humano único que só eu sabia ser, poderia ter sido mais forte e não me deixar engolir, simp...