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Virar a página

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Normalmente venho aqui escrever quando as palavras e as lágrimas me estão a transbordar, ou quando estou tão cheia de tudo que nem consigo perceber o que sinto na realidade. Desta vez venho escrever porque acho que devo despedir-me. Quero virar a página. Estou farta de me ver sempre no mesmo quarto escuro, escondida debaixo dos cobertores à procura do amor perfeito nas séries de ficção que me prendem, idealizando o nosso próprio amor, ou aquele que eu tenho esperança que exista mesmo. Lá está, idealizando-o. Não me consigo livrar disto, de mim, do meu amor e do que o teu amor me fez. Preciso de virar a página. Preciso de te dizer adeus. Preciso de me amar mais. Vou amar-te para sempre, embora saiba (ou espero muito muito fortemente) que não vou estar apaixonada por ti para sempre. Vou sempre desejar-te e desejar que me desejes, é um facto. Mas se me permitir apaixonar por outro alguém, vou permitir que o meu coração seja feliz e que eu possa ser tua amiga verdadeiramente. Porque eu s...

Esperança vs Realidade

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Tenho exame daqui a umas horas e sinto que ainda não sei nada. Sinto que tenho a cabeça cheia de tudo menos o que é suposta para daqui a umas horas. E está tão cheia do que não deve que parece que vai rebentar. Estou chateada contigo! Estou chateada contigo e desiludida comigo. Desiludida comigo por ainda me chatear contigo! Como é que faço isto a mim mesma? Como? Sinto taaanta vergonha António. Tanta vergonha que não fazes ideia. E não fazes ideia porque não me atendeste o telemóvel! O que é que te custa? Eu sei que temos falado muito mais que o habitual. Não sei se isso te assustou, se te aborreceu, não sei. Mas mais uma vez vi uma estrelinha que arrastava esperança e tu estás a empurra-la para a sanita, a puxar o autoclismo e a sentares-te em cima da tampa para que ela não saia de lá de modo algum. Estou tão triste, tão desanimada. Nem foste a primeira pessoa a quem quis ligar sabias? É um feito! Mas mesmo assim quis ligar. E não era para me confortares pelo que estava a...

Miss you 21

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Qual era a probabilidade de olhar para o telemóvel e estar o nosso número a dobrar e olhar para o computador e o wareztuga estar a dizer-me que sinto a tua falta? Acabas com a minha sanidade! Tenho tantas saudades nossas

Quero-te para sempre ou não quero querer-te nunca mais

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Estava a pensar cá para mim em escrever sobre o que se anda a passar comigo, que não sei bem o que é. Mas na realidade sei muito bem e já tinha antecipado de que ia acontecer. Não exactamente assim, estava mais optimista. Já não é novidade nenhuma... E ainda assim, desta vez apanhaste-me mesmo num ponto frágil. É sempre assim. Meto-me com ideias irreais e esperanças fantásticas.... Deixas-me a querer dormir inteiros para que o sonho não acabe. Quando estou acordada só quero que a magia volte, mas eu sei que não vai voltar. E também sabia que não me devias ter dito aquelas coisas enquanto me vestias o corpo nu do teu abraço quente e apertado. Eu sabia que iam ter repercussões elevadas. Disseste-me que já era tarde depois de tudo... Mas sempre eram menos provas, daquilo que não conseguimos explicar. Não percebo!!! Por mais que seja muito claro para ti, para mim é completamente incompreensível. Tenho imensas coisas para fazer e em que pensar e só me apetece viver as vidas fictícias dos ...

Em que momento..?

"Em que momento é que percebeste que já não me amavas?" Esta foi a minha última pergunta. Não tive coragem nunca de a fazer, mas hoje senti a necessidade de saber a resposta a esta pergunta. Não sei porquê, não sei se me trará alívio ou se me fará entender o que quer que seja. Ou simplesmente se vá pôr um ponto final nesta minha esperança que me corrói! Estou a lembrar-me do momento em que percebi que já não me amavas. E foi sufocante. Como agora que o recordo. Dói. Aperta-me o coração, aperta-me a garganta, aperta-me o estômago. Estou mal disposta como naquele dia. Lembro-me que estava na faculdade e tive de ir a correr para a casa de banho para respirar pausadamente e não híper-ventilar, sem que ninguém reparasse na minha agonia. Tremia, como as mãos trémulas que escrevem este texto. Tentei controlar-me e dizer a mim mesma que estava doida. Não havia como não me amares. Não depois de todas as provas que já me havias dado. Não depois de todas as promessas sussurr...

Super Mulher

Por vezes a vida escorre-se-nos por entre os dedos. Muitas vezes temos certezas absolutas de posse e segurança e de um momento para o outro tudo muda e parece que o mundo se vira ao contrário e não temos mais o chão para nos amparar. É depois de ultrapassarmos estas crises e fazermos o luto, que conseguimos começar uma nova etapa e tentar fazer sempre o melhor, para nunca mais deixarmos nada por dizer. O amor é a base da vida. Ninguém sobrevive e muito menos vive, sem amor! E quem melhor que a família para nos fazer sorrir de orgulho, de amor, de coração quente e de alívio por saber que são eles que vão lá estar sempre, para nos amparar e dividir a nossa dor, para que não carreguemos esse peso sozinhos? Ao longo da nossa vida vamos construindo uma outra família, igualmente importante, uma família que nós podemos escolher. E mais tarde, escolhemos a pessoa a quem confiaríamos a nossa vida e por quem, muito provavelmente, daríamos a vida. Mas há que ter ciente que se conseguimos amar ...

Dá-me um abraço

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Quando eu penso que vou ser feliz, que estou a seguir em frente, que vou ser capaz... Lá vens tu com essa altivez desmedida. Que bem que me tratas. Sinto-me querida novamente. Sinto-me importante e amada. És Norte, o meu mar, o meu céu azul, o maior conforto que poderia sentir, o melhor e mais fiel pilar. Sinto que afinal o destino não falhou com tudo. Sinto que aí dentro desse teu lindo coração ainda há um batimento por mim, só por mim, um suspiro por mim, só por mim. A tua preocupação e amizade deixam-me voar. E voo tão alto, que me sinto livre e feliz. A ver tudo de uma perspectiva diferente e colorida. E logo a seguir vem a queda livre. E que queda! Quando estou quase a embater no chão, tu pões um colchão salva-vidas, vês que sobrevivi e afastas-te... Deixas-me sem brilho novamente, quando eu já o estava a recuperar. E mais uma vez, não te consigo odiar. Só me consigo odiar a mim, por te conhecer tão bem e mesmo assim voar feita parvalhona! Que ódio! Que tortura! Fico com um sabor...