Sem compromissos


Aproveitei cada segundo de silêncio, cada abraço apertado, cada beijo delicado. Como se fossem os últimos. Como únicos que são.

Ainda não te tinha deixado e já sentia a tua falta.

Estava a precisar de cada segundo disto.
Dos abraços por trás, dos beijos inesperados, dos aconchegos apertados, do toque das tuas mãos por todo o meu corpo. Da minha falta de jeito para cozinhar ou pensar quando estou contigo. Do teu mel que não enjoa. Da tua falta de preocupação, sabendo sempre o que dizer quando insisto numa resposta. Das tuas músicas, da tua voz no meu ouvido. Da tua respiração no meu pescoço, da tua mão entrelaçada na minha sem se cansar. Da gargalhada genuína que solto quando estou contigo. Dos sorrisos que se cruzam, envergonhados, amantes. Dos olhares que sorriem e amam e choram por mais. De me sentir querida e perfeita, da ponta dos cabelos à ponta dos pés. De ti. De nós.

Sem preocupações, sem rodeios nem mentiras.
Tudo simples, tudo nós.
Sem compromissos a não ser amarmo-nos incondicionalmente sempre que a vida nos permitir. E quando deixar de o fazer, quando deixares de ser o meu amante, que sejas o meu melhor amigo.
És o meu melhor amante.
Um fim de semana destes todos os meses e voltava a ser feliz, sentindo-me revitalizada para o que me espera. Não fizemos nada de especial, fomos nós apenas, como tão bem o sabemos ser. Nós. Sem tirar nem por. (À excepção de que és mais benevolente comigo e com as minhas asneiras. Imagino o esforço).
Não sei se ainda te amo, mas vou amar-nos para sempre.
E à Violeta que sou quando estou contigo. Despreocupada e amante. Melhor impossível!




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