E sinto que fica tanto por dizer!
Estou num daqueles dias que me custa respirar. Estou num daqueles dias que todo o corpo estremece a cada inspiração. Estou num daqueles dias que a visão fica turva sem que eu tenha tempo de perceber que vai acontecer. Estou num daqueles dias... Num daqueles dias não, porque até há umas horas eu estava bem, sem ti na minha mente...
Estarei eu a ressacar de 4 dias seguidos a não pensar tanto em ti? De esquecer-me mais vezes ou não me lembrar tantas vezes que não te tenho? Sinto-me tão estúpida e pergunto-me porque é que faço isto a mim mesma! Não sou uma pessoa de pensar nas coisas, e lá vens tu de quando em vez ocupar-me o pensamento. Mas já nem sei o que sinto ou o que penso na realidade quando a janela "António" começa a piscar. Nem preciso de fazer um esforço para não pensar, porque não sei mesmo sequer o que pensar. Só sei que estás ali, a piscar.
É verdade, não morri por não te ter. Não sou mais nem menos por não te ter. Não me visto melhor nem pior por não te ter. Não falo sobre este assunto ou aquele por não te ter, o que tem de ser dito é! Não me sinto menos pessoa por não te ter. É tudo verdade!
Mas com certeza que sinto que falhei contigo. Que estou a falhar comigo. Que sou menos amada. Que não soube fazer algo que nem sei bem ainda o que é. É o que me deixa mais frustrada. É ainda não ter percebido o que é!
Mantenho o nosso amor numa fotografia mental, que às vezes também se mexe, como um filme! E vou-lhe acrescentado e apagando palavras com o correr do tempo. Umas vezes para o pôr mais perto da realidade que foi em tempos, outras vezes para o pôr mais amargo (a ver se não quero assistir tantas vezes... Não sei se resulta ou não na realidade... Mas faço-o na mesma quando tenho coragem!).
Mantenho o nosso amor numa fotografia mental, que às vezes também se mexe, como um filme! E vou-lhe acrescentado e apagando palavras com o correr do tempo. Umas vezes para o pôr mais perto da realidade que foi em tempos, outras vezes para o pôr mais amargo (a ver se não quero assistir tantas vezes... Não sei se resulta ou não na realidade... Mas faço-o na mesma quando tenho coragem!).
Não te odeio, seria incapaz disso. Mas estou chateada contigo! Às vezes quero ficar chateada comigo por ficar chateada contigo, porque acho que não tens culpa. Mas depois penso, claro que tens culpa! Tens culpa sim! E tenho de parar de te desculpar. Não tens culpa por teres deixado de me amar, de maneira alguma. Não tens culpa teres-me mostrado (o que eu acredito ser) o verdadeiro amor. Não tens culpa de me teres captado a atenção, o amor e o cuidado com um simples olhar. Não tens culpa que eu seja como sou. Não tens, de facto! Mas tens culpa (e acredita no que te digo) de me fazeres acreditar que ia ter a tua amizade sincera durante muito tempo, de me fazeres acreditar que eu era importante, de me fazeres acreditar que eu era diferente para ti, de me fazeres acreditar que eu era especial, de me fazeres acreditar no amor, de me fazeres saber o que é perder um amigo, um namorado, um melhor amigo, um abrigo! Tens culpa! Toda a culpa.
E se não perceberes como, eu faço o favor de te explicar. Senti-me cuidada e abrigada, como pessoa, como amiga e mais tarde como amante. Senti-me protegida e amada. Senti-me segura! E de repente tudo muda!
Desejo-te muito? Sem dúvida. O que me magoa mais é não fazer amor contigo ou não ter as tuas mãos inquietas no meu cabelo, nas minhas costas? NÃO! O que me magoa mais é não me chamares de "amor" ou não quereres ter uma vida a meu lado? NÃO! O que me magoa mais é que o meu conto de fadas perfeito (ou idealizado) terminou? NÃO!
O que me magoa mais, é tu teres-me dito "não te quero perder como amiga" e tu não o seres! E escusas já de pensar que "está parva ou quê?" porque eu também vou explicar!
Perguntei-te uma vez se sabias o que era ser amigo. Disseste-me que sim. Mesmo assim tomei a iniciativa de te responder "é sermos honestos com essa pessoa, é querermos o bem dela". O que é que tens feito? Nada! Aí é que está o problema. Não tens feito nada. Ficarmos uns meses sem falar? Normal... Quantos amigos tenho de verdade com quem não falo durante um ano por vezes. Mas falar com o teu amigo e não quereres saber sinceramente como ele está? TRISTE
Já sofri muito com as amizades e já aprendi muito, se bem que (pareço um pouco burra porque) continuo a bater nas mesmas teclas gastas. E sabes porquê? Porque investi todo o meu amor, cuidado e esperança nessas teclas. E elas simplesmente desprenderam-se sem sequer terem o pensamento de que podem ir buscar cola. Ou pelo menos agradecerem antes de irem viver as suas novas aventuras. Ou pelo menos explicarem porque é que vão abandonar o teclado (mesmo que seja só porque querem ir conhecer o Mundo sem mim). Ou pelo menos despedirem-se sinceramente! Sei lá, qualquer coisa...... Quando eu as vejo ao longe e lhes pergunto como tem corrido a vida delas, elas dizem-me adeus de longe. Mandam uma resposta esfarrapada num guardanapo usado e seguem com a sua vida! Quando 3 dias antes tinham mandado uma mensagem sincera (pensava eu) no lenço que amparou a única lágrima que foi capaz de não chorar por mim.
Com isto quero dizer que os meus amigos verdadeiros (aqueles que eu tenho orgulho em tê-los, aqueles que sorriem espontaneamente quando me vêem, aqueles que me abraçam com o desejo que o tempo que vão estar sem mim não seja muito longo, aqueles que me perguntam como vão assuntos específicos da minha vida porque sabem o que é importante para mim, aqueles que não me fazem uma pergunta qualquer geral onde a resposta já sai automaticamente por estar enraizada em nós para ser respondida segundo os padrões da sociedade em que vivemos, esses...) quando têm a oportunidade de me falar, querem saber se eu estou feliz. Querem saber de mim. E sentem-se aconchegados quando pergunto por eles, porque sou importante para eles e consequentemente, a minha atenção, carinho e amor são apreciados por eles.
Fiz-me entender?
Desejo-te muito? Sem dúvida. O que me magoa mais é não fazer amor contigo ou não ter as tuas mãos inquietas no meu cabelo, nas minhas costas? NÃO! O que me magoa mais é não me chamares de "amor" ou não quereres ter uma vida a meu lado? NÃO! O que me magoa mais é que o meu conto de fadas perfeito (ou idealizado) terminou? NÃO!
O que me magoa mais, é tu teres-me dito "não te quero perder como amiga" e tu não o seres! E escusas já de pensar que "está parva ou quê?" porque eu também vou explicar!
Perguntei-te uma vez se sabias o que era ser amigo. Disseste-me que sim. Mesmo assim tomei a iniciativa de te responder "é sermos honestos com essa pessoa, é querermos o bem dela". O que é que tens feito? Nada! Aí é que está o problema. Não tens feito nada. Ficarmos uns meses sem falar? Normal... Quantos amigos tenho de verdade com quem não falo durante um ano por vezes. Mas falar com o teu amigo e não quereres saber sinceramente como ele está? TRISTE
Já sofri muito com as amizades e já aprendi muito, se bem que (pareço um pouco burra porque) continuo a bater nas mesmas teclas gastas. E sabes porquê? Porque investi todo o meu amor, cuidado e esperança nessas teclas. E elas simplesmente desprenderam-se sem sequer terem o pensamento de que podem ir buscar cola. Ou pelo menos agradecerem antes de irem viver as suas novas aventuras. Ou pelo menos explicarem porque é que vão abandonar o teclado (mesmo que seja só porque querem ir conhecer o Mundo sem mim). Ou pelo menos despedirem-se sinceramente! Sei lá, qualquer coisa...... Quando eu as vejo ao longe e lhes pergunto como tem corrido a vida delas, elas dizem-me adeus de longe. Mandam uma resposta esfarrapada num guardanapo usado e seguem com a sua vida! Quando 3 dias antes tinham mandado uma mensagem sincera (pensava eu) no lenço que amparou a única lágrima que foi capaz de não chorar por mim.
Com isto quero dizer que os meus amigos verdadeiros (aqueles que eu tenho orgulho em tê-los, aqueles que sorriem espontaneamente quando me vêem, aqueles que me abraçam com o desejo que o tempo que vão estar sem mim não seja muito longo, aqueles que me perguntam como vão assuntos específicos da minha vida porque sabem o que é importante para mim, aqueles que não me fazem uma pergunta qualquer geral onde a resposta já sai automaticamente por estar enraizada em nós para ser respondida segundo os padrões da sociedade em que vivemos, esses...) quando têm a oportunidade de me falar, querem saber se eu estou feliz. Querem saber de mim. E sentem-se aconchegados quando pergunto por eles, porque sou importante para eles e consequentemente, a minha atenção, carinho e amor são apreciados por eles.
Fiz-me entender?
O que pretendo com este texto? Aliviar o meu coração! Sou uma pessoa de palavras que se cura através das mesmas. Mas sou uma pessoa que gosta de ser ouvida, apreciada, entendida. E por isso falar com as canetas ou com a escova de dentes não me é satisfatório. Falar com quem nada tem a ver com isto? Não é satisfatório pelo simples facto de que falo com os meus amigos e eles nada podem fazer sem ser ficar tristes comigo para eu ficar feliz mais rapidamente (aquilo que eu acreditava fazeres comigo também e que eu com todo o gosto continuaria a fazer contigo).
Não sei se me vais entender, não sei se me vais responder, não sei nada. Mas tinha de o escrever para esclarecer os meus pensamentos. Tinha de te escrever porque não quero guardar isto sozinha, estás neste meu sentimento comigo quer queiras, quer não. Quero saber o que vais fazer com esta informação. Ou o que não vais fazer...
Se te amo? Não me iludo a esse ponto. Pode ser simplesmente a mágoa de me (nos) teres abandonado a sufocar-me todas as noites. Posso ainda não ter feito esse luto. E sentir-me pequena, impotente e fraca. Mas se te amo? Sem dúvida! Só quero que sejas feliz, que te encontres neste Mundo. Porque o próximo pode demorar a chegar e tu és tão especial. Tens tudo para brilhar. Não te auto-apagues. Não faças isso contigo e com os que te amam.
E quanto a estas duas perguntas, basta tomares atenção às respostas.
Não sei se me vais entender, não sei se me vais responder, não sei nada. Mas tinha de o escrever para esclarecer os meus pensamentos. Tinha de te escrever porque não quero guardar isto sozinha, estás neste meu sentimento comigo quer queiras, quer não. Quero saber o que vais fazer com esta informação. Ou o que não vais fazer...
Se te amo? Não me iludo a esse ponto. Pode ser simplesmente a mágoa de me (nos) teres abandonado a sufocar-me todas as noites. Posso ainda não ter feito esse luto. E sentir-me pequena, impotente e fraca. Mas se te amo? Sem dúvida! Só quero que sejas feliz, que te encontres neste Mundo. Porque o próximo pode demorar a chegar e tu és tão especial. Tens tudo para brilhar. Não te auto-apagues. Não faças isso contigo e com os que te amam.
E quanto a estas duas perguntas, basta tomares atenção às respostas.
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| Talvez eu só tenha saudades do meu melhor amigo |
Ou talvez eu simplesmente tenha perdido ambos os meus portos de abrigo de uma só vez, aqueles que eram mais espaçosos para a minha sinceridade não ser censurada! Talvez tenha mais que um luto para fazer. Talvez tu não tenhas culpa nenhuma. Mas não te vou pedir desculpa desta vez. Pelo menos não agora!


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