"Eu sigo em frente, ou pelo menos tento. E aos bocados sinto que te vou largando, mas às vezes, às vezes preciso mesmo de ti. Porque tu eras o único sítio onde eu me sentia segura, onde eu podia descansar e parar de fingir. Acreditavas sempre em mim, mesmo quando eu não acreditava. Mesmo quando eu estava cansada. Tu sabias que eu ia conseguir e nunca me deixavas desistir. Eras meu amigo, acima de tudo. O meu melhor amigo. Acho que nunca confiei em ninguém como confiei em ti. Contigo era tudo tão fácil. Tudo tão simples. Porque no matter what eu sabia que tu estarias sempre ali para mim. Tu amavas-me. Nunca me ias abandonar. E não abandonaste. Eu é que te perdi. Fugiste-me pelos dedos, e eu não fui capaz de te segurar. É isso que me custa. Eu lutei, mas talvez não o tenha feito correctamente. É por isso que há coisas que não me podes dizer sem certezas absolutas. É perigoso para a minha sanidade mental. Não me podes dizer que às vezes desejas voltar atrás, sem quereres mesmo voltar atrás. E não me podes dizer que me queres na tua vida, se não me quiseres totalmente envolvida em ti. Porque depois, eu sinto que falhei, e fico a precisar de um abraço. E agora não há ninguém que me abrace e me diga que vai tudo ficar bem. Desde que te foste embora, deixou de haver abraços na minha vida. E tu sabes o quanto eu preciso de abraços. O quanto eu gosto. Tu sabes. Não te vou pedir para voltar. Voltas se quiseres, e fazes-me feliz. Mas se não voltares, deixas-me seguir a minha vida. Ou pelo menos tentar."

 'Fumo nos Lábios'

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