Vou 'arrumar-te' de vez
Hoje o Sol fez-me o que há muito não me fazia, cegou-me! Cegou-me por estar tão brilhante e por querer penetrar-me. Já não sou capaz de o receber, estou num local escuro, húmido, desconfortável. Já não tenho a capacidade de o receber de braços abertos e com um sorriso na cara. Hoje quando tentei fazê-lo retraí-me no instante a seguir. Os meus olhos já não estão habituados à sua luz brilhante. Já há muito que não a recebo, porque já não tenho motivos para querer recebe-la.
Fazes-me falta. Sinto saudades da tua voz, das tuas palavras, do teu carinho e atenção, daquela tua presença inconfundível, dos teus segredos, da maneira como me cantarolavas ao ouvido. Resumidamente, sinto saudades tuas e da tua forma de me amares.
No entanto, o Sol continuou a brilhar e a transmitir o seu calor, as pessoas à minha volta continuaram a sorrir, os pássaros a cantar e até as árvores baloiçaram até cansar. E eu continuei a cegar...
Até que alguém reparou na minha careta e tapou o Sol que me tentava penetrar à força. Foi quando acordei do mais fundo dos meus pensamentos e o vi. Ele estava ali, mesmo à minha frente, a cuidar de mim. Ao invés de ti. Estou cansada. Cansada de ser parva e de gostar de ti. Vou dar a oportunidade a mim mesma de ser feliz. Vou arrumar-te naquele cantinho tão especial, inconfundível e inesquecível. Naquele de onde sei que jamais irás partir, naquele em que estás cómodo e não te sentes exposto nem pressionado. Naquele canto em que continuamos a ser nós, em segredo, em que nos continuamos a amar, mas sem nós mesmos sabermos disso. Naquele cantinho especial e mesmo à tua medida. Sem mais perguntas nem choros, sem mais constrangimentos ou actos involuntários que não deveriam acontecer. Vou deixar-te seguir em frente, e vou deixar que me deixes seguir em frente.
Fazes-me falta. Sinto saudades da tua voz, das tuas palavras, do teu carinho e atenção, daquela tua presença inconfundível, dos teus segredos, da maneira como me cantarolavas ao ouvido. Resumidamente, sinto saudades tuas e da tua forma de me amares.
No entanto, o Sol continuou a brilhar e a transmitir o seu calor, as pessoas à minha volta continuaram a sorrir, os pássaros a cantar e até as árvores baloiçaram até cansar. E eu continuei a cegar...
Até que alguém reparou na minha careta e tapou o Sol que me tentava penetrar à força. Foi quando acordei do mais fundo dos meus pensamentos e o vi. Ele estava ali, mesmo à minha frente, a cuidar de mim. Ao invés de ti. Estou cansada. Cansada de ser parva e de gostar de ti. Vou dar a oportunidade a mim mesma de ser feliz. Vou arrumar-te naquele cantinho tão especial, inconfundível e inesquecível. Naquele de onde sei que jamais irás partir, naquele em que estás cómodo e não te sentes exposto nem pressionado. Naquele canto em que continuamos a ser nós, em segredo, em que nos continuamos a amar, mas sem nós mesmos sabermos disso. Naquele cantinho especial e mesmo à tua medida. Sem mais perguntas nem choros, sem mais constrangimentos ou actos involuntários que não deveriam acontecer. Vou deixar-te seguir em frente, e vou deixar que me deixes seguir em frente.
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